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25 de agosto de 2015

COODENAÇÃO MOTORA FINA

Atividades para Coordenação Motora Fina











Rastreamento é uma técnica simples para ajudar as crianças na coordenação motora fina. A técnica trabalha as habilidades motoras finas como a coordenação olho-mão e o início escrita.

A técnica é bastante simples. Você deve dar a cada criança pelo menos três cores diferentes de lápis de cor para formas, números e letras de forma para realização da técnica de rastreamento.


Técnica rastreamento da primeira letra do nome do aluno com ajuda do pontilhado.

As crianças começam por traçar com o dedo

Em seguida, as crianças usam uma cor de lápis e traçar os contornos. Em seguida, as crianças usam a segunda cor para rastreá-lo novamente. Em seguida, eles usam a cor de terceiros para traçar os contornos mais uma vez.
-Separar objetos pequenos por cores.trabalhar o movimento pinça fina com o dedo indicador e polegar

- objetos pequenos para trabalhar movimentos finos.Treinar os números e associar a quantidade.


- Trabalhar os movimentos finos como alinhavo,tecelagem (com a tela talagarça) ou uma cesta com fita ou emborrachado.

- Trabalhar força dos dedos indicador e polegar (abrir/fechar o pregador de roupa) para pegar objetos pequenos como bolinhas de pompom ou algodão.Mão dominante (destro ou canhoto)não tem necessita os dois lados apenas a de preferência manual do aluno.

Cartelas plastificada de pontilhados (passar o dedinho em cima,tinta ou canetinha)

Colorir com canetinha,giz de cera ou

tinta moldes vazados
Placas de madeira com as letras do alfabeto(passar o dedinho ou palitinho com imã)

Alinhavo com canudinho

Brincadeiras com receitas de massinha caseira


Brincadeiras com Massinha e contornar as cartelas plastificadas com as figuras geométricas e depois pode fazer cartelas de letras,números ou desenhos. 

Teste a sua destreza dos dedos virando um "flipper" em uma caixa

Fortalecimento dos dedos para abrir o elástico é colocar ao redor da bola.Trabalha o planejamento motor, olho-mão, e atividade integração bilateral. 

Coordenação olho-mão proporcionando maior força da mão e feedback proprioceptivo. Estas duas grandes bolas de ventosa usando um movimento fácil espremer. 



Melhorar a coordenação bilateral e fortalecer os ombros.usar a força da mão e no planejamento motor para empurrar de volta ao tamanho original.Dica:o sifão sanfonado realiza o mesmo tipo de exercicio do brinquedo acima.

Jogo de dados de borracha são fáceis de ver, pegar e jogar.

Jogo de dados em duas mãos e sacudi-los para promover a coordenação bilateral, o desenvolvimento dos arcos palmar da mão.

Confeccionar um pião enquanto ela gira, incentiva o acompanhamento visual e coordenação motora fina. 


Conjuntos de bolinhas coloridas magnética pode ser utilizada com a varinha magnética ou sozinho.Trabalhar a habilidade motora fina ou atividade de planejamento motor.

Dica para os bebês-um guizo que todos os bebês tem o punho pequeno o suficiente para o menor segurar e balançar.Atenção,o dedo polegar segura o brinquedo.(posicionamento deste dedo polegar é importante para arco da mão)

ncaixar as bolinhas coloridas dentro do pote com vários furos do tamanho das bolas.

lata com vários furos de cores diferentes encaixar palitinhos ou canudinhos coloridos.

Alinhavo-cortar pedaços de espuma e alinhavar no palito.Pode ser também confeccionar colares ou pulseiras de macarrão ou bolinhas bijouterias.

Desenhar,pintar ou colorir os moldes vazados.Depois pode reduzir aos poucos o tamanhos dos moldes.
Pode inventar com bastante criatividade preencher o espaço com colagem(glitter,papel crepom,bolinhas de revista) ou colar uma gravura ou foto,colorir giz de cera,tinta ou lápis de cor.Trabalhar as formas geométricas,noção espacial(grande/pequeno) e colorir (dentro) do limite.

Fortalecimento muscular dos dedos indicador e polegar da mão dominante para abrir/fechar os pregadores de roupa.Trabalhar a noção quantidade e sequência dos números.Confeccionar as cartelas com os números e associar com a quantidade. 
Fortalecimento muscular dos dedos indicador e polegar da mão dominante para abrir/fechar os pregadores de roupa.Trabalhar a noção quantidade e sequência dos números.Confeccionar as cartelas com os números e associar com a quantidade. 


Usar o martelo de plástico para encaixar pinos dentro da massinha.Trabalhar a força e coordenação viso-motora.

Painel de Grafismo favorece o uso dos movimentos dissociados dos dedos da mão preparando o paciente para a escrita. Possui formas vazadas diferenciadas (pré-requisitos para a escrita) que podem ser exploradas tanto com os dedos quanto com materiais que permitem esse contorno, como por exemplo, caneta Pilot, canetas de sopro, pincéis, dentre outros 
Aramado com bolinha de madeira. Pode trabalhar diversos movimentos, a criança conduz as peças pelos caminhos.Trabalhar coordenação viso-motora.

.

Exercita a coordenação motora, concentração, discriminação de cores, planejamento, raciocínio lógico e convívio social das crianças

Colocar as bolinhas de gude nos buracos, controlando a inclinação do tabuleiro com os cordões e exercitar a coordenação motora.


Acertando o alvo.cores e tamanhos diferentes.

Jogo Resta Um-Estimula a coordenação motora e exercita a mente.Teste suas habilidades.

Consiste em montar todos os cubos nos pinos da base, conforme os cubos são girados é formado diversas figuras de animais, monte sem olhar, você irá se surpreender com um animal super divertido e diferente.

Através do manuseio dos cubos, a criança irá trabalhar posição, forma, coordenação motora e noção de quantidade.


Brinquedos clássicos divertem pessoas de todas idades e resgatam os valores das brincadeiras saudaveis. 

Para brincar com o Bilboquê, você precisa de muita atenção, agilidade e treino.
Estimula a coordenação motora, exigindo muita paciência e persistência.

O objetivo do jogo é equilibrar as bolinhas nas canaletas, passando-as de uma criança para outra.

Composto por 4 canaletas e 2 bolas de madeira.Trabalha a coordenação motora, concentração, atenção, equilíbrio, habilidade de planejamento motor.


Para nossos pequenos começarem desde cedo a guardar o seu dinheiro. 

Os cofres animados são indicados para crianças a partir de quatro anos de idade, pois é nessa idade que elas começam a ter noções de valores financeiros.Para retirar as moedas, basta abrir a porta que fica atrás da atrás do cofrinho.

-Separar objetos pequenos por cores.trabalhar o movimento pinça fina com o dedo indicador e polegar.

- objetos pequenos para trabalhar movimentos finos.Treinar os números e associar a quantidade. 
- Trabalhar os movimentos finos como alinhavo,tecelagem (com a tela talagarça) ou uma cesta com fita ou emborrachado.

- Trabalhar força dos dedos indicador e polegar (abrir/fechar o pregador de roupa) para pegar objetos pequenos como bolinhas de pompom ou algodão.Mão dominante (destro ou canhoto)não tem necessita os dois lados apenas a de preferência manual do aluno.


Placas de madeira vazadas com linhas onduladas,retas ou zigue-zague

Pintura com conta-gotas.Ajuda fortalecimento muscular dos dedinhos


http://cdn.ch-feed.com/images/forexopen/empiremoney.png



Encaixe de palitos na placa de isopor


Pegar peças de pinos- com os dedos indicador e polegar (Jogo Resta Um)



Placas de Madeira com moldes vazados
(colorir dentro do molde vazado ou preencher a figura no contorno)




Ligue os pontilhados. O objetivo desta atividade é fazer com que a criança ligue os pontilhados desenvolvendo a atenção, concentração e coordenação viso-motora.



Encaixe de pinos de madeira tamanhos e espessuras diferentes


Fonte: http://johannaterapeutaocupacional.blogspot.com.br

SENSORIAL

Alimentos sensoriais - sistema tátil


Caixa de arroz colorido - muito a sentir, mexer, perceber, brincar e criar!

Um mar de sensações e ideias

Este é um dos materiais mais simples e de múltipla utilidade na clínica e na educação.
Para qualquer idade, gênero e inúmeros propósitos.

Eis alguns deles:

-só em colocar as mãos ou os pés na caixa cheia de arroz já estimula noções do corpo, sensação e percepção. A partir do movimento é também uma forma de estimular a propriocepção.
Dependendo do objetivo e idade pode ser estimulado a discriminação da  percepção corporal e de objetos. E o melhor, regulando o tônus.

-tenho usado também com adultos na Eutonia. Proporciona outra referência indo além da experiência tátil. Experimente e se deleite.
Certa vez uma criança comentou que a sua mão ficava mais macia.



-para crianças com hipersensibilidade tátil - por ser colorido e de toque suave torna-se convidativo para brincadeiras de colocar as mãos, os pés, sentir os dedos mexendo na superfície e profundidade. Ampliando o repertório de sensações táteis.

-na brincadeira de achar os objetos escondidos no fundo da caixa sem o auxilio da visão a criança vai refinando o aparato sensório-motor e perceptivo. O que é preciso fazer com as mãos para encontrar o objeto? E como manipular o objeto na mão para reconhecê-lo? Parece fácil mas requer maturidade neurológica.



-podemos fazer desenhos e escrita usando pouco arroz no recipiente, com os pés e mãos.




-o arroz pode passar a ser um mar ou rio para pescaria. Usar o imaginário para ações de coordenação motora, planejamento motor, coordenação viso motora podendo ser combinado ao equilíbrio nas diferentes posturas e planos. Na terapia de Integração Sensorial podemos combinar o uso de balanço suspenso que se transforma em barco.




Pela vivência sei que para cada um toca de um jeito, e é tocado. O bom é escutar como cada pessoa entra em contato com este material e qual o efeito que se propaga, desde o mais físico até o imaginário.

E então, se você já experimentou este material qual a sua brincadeira preferida?

Como fazer:
Usei 5 kg de arroz, 3 cores de anilina comestível e colori no arroz embebido com álcool, separadamente. Rápido, fácil e ainda fica mágico podendo ser feito com a criança. Depois de seco mistura tudo e coloca em um recipiente fundo.


Por 


23 de agosto de 2015

TEBEROSKY, Ana; et al. Compreensão da leitura: a língua
como procedimento; trad. Fátima Murad. Porto Alegre: Artmed,
2003.

Ensino de leitura: questão de receita ou concepção?
Desde a década de oitenta, quando a concepção
construtivista começou a fazer parte dos ambientes educacionais,
houve um redimensionamento no modo de pensar o processo
de ensino e aprendizagem. O modelo tradicional que
enfatiza a acumulação passiva de conhecimentos passa a ser
substituído, pelo menos em teoria, por um modelo que enfatiza
a ação, a interação e a produção.
As práticas pedagógicas construtivistas, conforme ressaltam
Isabel Solé e César Coll em “O construtivismo na sala
de aula” (Trad. Cláudia Schilling. São Paulo: Ática, 1999), são
norteadas por um conjunto articulado de princípios, parâmetros
e diretrizes fundamentados nas teorias psicológicas do desenvolvimento
e da aprendizagem que defendem que o aluno exerce
o papel principal no processo de ensino-aprendizagem e é o
construtor ativo do seu próprio conhecimento. Isto implica
que o professor não seja mais reconhecido como transmissor
de conhecimentos, mas como aquele que estimula a autonomia
do aluno e cria as oportunidades de descoberta.
Ao assumir o modelo construtivista, muda-se a concepção
acerca da leitura e, conseqüentemente, a metodologia de
ensino da leitura na sala de aula. Este modelo propõe-nos
uma concepção interativa de leitura (p.127). Tem-se, então,
um aluno-leitor que constrói os sentidos do texto, a partir
dos seus objetivos e do seu repertório de experiências prévias,
e um professor-mediador que propicia as situações de interação
texto-leitor.
O livro “Compreensão da leitura: a língua como procedimento”,
de Ana Teberosky e outros, enfrenta o desafio de
reunir e sistematizar reflexões sobre a leitura ajustadas à concepção
construtivista de ensino e aprendizagem. O próprio
título já nos deixa pistas de como a língua e a leitura serão
tratadas ao longo da obra: não como um produto pronto e fechado,
mas como um processo, construído permanentemente
através da interação entre sujeitos. Trata-se de uma obra composta
de onze artigos que visam proporcionar argumentos e
experiências que orientem e/ou justifiquem determinadas
propostas didáticas em torno da língua escrita e, mais
concretamente, da compreensão da leitura (p.14). Já na
introdução, que é assinada por Francesc López Rodriguez,
deixa-se explícita a enorme complexidade em torno da questão
leitura, uma vez que as opiniões do que seja entender um
texto variam muito.
A coletânea foi produzida e editada na Espanha. Os
autores são professores e pesquisadores conceituados e dedicados
à causa da educação, como Isabel Solé e Ana Teberosky,
que há tempo vêm exercendo influência sob as pesquisas e as
práticas pedagógicas brasileiras. Suas idéias contribuíram, inclusive,
para a elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais.
No primeiro artigo, intitulado “Ler, leitura e compreensão: sempre falamos da mesma coisa?”, a autora, Isabel Solé, recua no tempo para demonstrar as origens de nossas concepções
atuais sobre a compreensão da leitura e discute o
porquê das dificuldades de superação de certas posturas perniciosas
ao ensino e aprendizagem da leitura. Solé manifestase
a favor de um modelo interativo, que faz o leitor assumir
uma postura mais ativa e autônoma diante do texto e, conseqüentemente,
dirigir e controlar a sua própria aprendizagem.
“Estratégias de leitura e compreensão do texto no ensino
fundamental e médio” é o título do segundo texto da coletânea
e quem o assina é Carles Oller e Joan Serra. Os autores
iniciam o texto definindo estratégias de leitura como um conjunto
de microprocessos que ajudam na compreensão significativa
da nossa leitura (p.35). Por isso, a importância de
trabalhá-las na escola, de forma constante e permanente. Ao
citar e descrever as principais estratégias que ocorrem antes,
durante e depois da leitura, Serra e Oller buscam propiciar ao
professor e aluno condições de estabelecer o que ensinar e
o que aprender em função das exigências tanto do texto
como da atividade relacionada a esse texto (p.37). Os autores
ressaltam, ainda, que o ensino de estratégias precisa ser
realizado em um contexto (de conflitos, de necessidades, de
dúvidas) significativo para os alunos e deve estar em consonância
com os objetivos que guiam a leitura do texto. O artigo
não fornece explicações detalhadas, mas apenas um esboço
das principais estratégias de leitura. Aqueles que necessitarem
de maior aprofundamento deverão consultar outras referências,
como “Estratégias de leitura” de Isabel Solé (Trad.
Claudia Schilling. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998), obra já
bastante conhecida no Brasil e que possibilita uma compreensão
mais sólida do assunto.
O texto de José Quintanal é uma proposta de ação concreta (p.46) para o ensino da leitura e tem como título
“Tratamento complementar da leitura na sala de aula. Consideração
que deve receber em outras áreas que não a de língua”.
O autor expõe sobre a necessária co-responsabilidade
que deve existir entre toda a comunidade escolar, visto que a
leitura é um dos pilares nos quais se apóiam todas as demais
aprendizagens escolares (p.46). Neste capítulo, ainda,
são expostas estratégias didáticas que podem ser desenvolvidas
em sala de aula no decorrer de quatro tipos de leitura: de
pesquisa, para aprendizagem, espontânea e resolutiva. Este
artigo contribui para superarmos uma idéia bastante difundida
no Brasil e prejudicial ao ensino da leitura: a de que apenas os
professores de língua portuguesa são professores de leitura.
Enquanto a leitura não for tratada como um projeto coletivo da
escola, encontraremos muitos motivos para lamentarmos o fracasso
dos alunos (ou o nosso fracasso).
Em sua contribuição ao livro, Ana Teberosky objetiva
demonstrar a influência das pesquisas psicolingüísticas nas
práticas pedagógicas. Para isso, a autora apresenta exemplos
de atividades didáticas, desenvolvidas em sala de aula por professores
de educação infantil, que procuram explorar o caráter
funcional e ficcional da escrita e a diversidade de gêneros
textuais que circulam socialmente. A leitura de mapas, cópia
de cartazes e letreiros, o contato com obras literárias de qualidade,
as atividades de ditado (das crianças ao adulto e das
crianças entre si) têm, na visão de Teberosky, não apenas
uma justificativa psicológica e psicolingüística, mas também
uma realização possível na sala de aula (p.66). As
sugestões levantadas são úteis e realizáveis, mas não são inovadoras
no cenário brasileiro. Várias experiências semelhantes
são constantemente desenvolvidas e divulgadas pelos nossos
professores, felizmente.