Powered By Blogger

25 de agosto de 2015

SENSORIAL

Alimentos sensoriais - sistema tátil


Caixa de arroz colorido - muito a sentir, mexer, perceber, brincar e criar!

Um mar de sensações e ideias

Este é um dos materiais mais simples e de múltipla utilidade na clínica e na educação.
Para qualquer idade, gênero e inúmeros propósitos.

Eis alguns deles:

-só em colocar as mãos ou os pés na caixa cheia de arroz já estimula noções do corpo, sensação e percepção. A partir do movimento é também uma forma de estimular a propriocepção.
Dependendo do objetivo e idade pode ser estimulado a discriminação da  percepção corporal e de objetos. E o melhor, regulando o tônus.

-tenho usado também com adultos na Eutonia. Proporciona outra referência indo além da experiência tátil. Experimente e se deleite.
Certa vez uma criança comentou que a sua mão ficava mais macia.



-para crianças com hipersensibilidade tátil - por ser colorido e de toque suave torna-se convidativo para brincadeiras de colocar as mãos, os pés, sentir os dedos mexendo na superfície e profundidade. Ampliando o repertório de sensações táteis.

-na brincadeira de achar os objetos escondidos no fundo da caixa sem o auxilio da visão a criança vai refinando o aparato sensório-motor e perceptivo. O que é preciso fazer com as mãos para encontrar o objeto? E como manipular o objeto na mão para reconhecê-lo? Parece fácil mas requer maturidade neurológica.



-podemos fazer desenhos e escrita usando pouco arroz no recipiente, com os pés e mãos.




-o arroz pode passar a ser um mar ou rio para pescaria. Usar o imaginário para ações de coordenação motora, planejamento motor, coordenação viso motora podendo ser combinado ao equilíbrio nas diferentes posturas e planos. Na terapia de Integração Sensorial podemos combinar o uso de balanço suspenso que se transforma em barco.




Pela vivência sei que para cada um toca de um jeito, e é tocado. O bom é escutar como cada pessoa entra em contato com este material e qual o efeito que se propaga, desde o mais físico até o imaginário.

E então, se você já experimentou este material qual a sua brincadeira preferida?

Como fazer:
Usei 5 kg de arroz, 3 cores de anilina comestível e colori no arroz embebido com álcool, separadamente. Rápido, fácil e ainda fica mágico podendo ser feito com a criança. Depois de seco mistura tudo e coloca em um recipiente fundo.


Por 


23 de agosto de 2015

TEBEROSKY, Ana; et al. Compreensão da leitura: a língua
como procedimento; trad. Fátima Murad. Porto Alegre: Artmed,
2003.

Ensino de leitura: questão de receita ou concepção?
Desde a década de oitenta, quando a concepção
construtivista começou a fazer parte dos ambientes educacionais,
houve um redimensionamento no modo de pensar o processo
de ensino e aprendizagem. O modelo tradicional que
enfatiza a acumulação passiva de conhecimentos passa a ser
substituído, pelo menos em teoria, por um modelo que enfatiza
a ação, a interação e a produção.
As práticas pedagógicas construtivistas, conforme ressaltam
Isabel Solé e César Coll em “O construtivismo na sala
de aula” (Trad. Cláudia Schilling. São Paulo: Ática, 1999), são
norteadas por um conjunto articulado de princípios, parâmetros
e diretrizes fundamentados nas teorias psicológicas do desenvolvimento
e da aprendizagem que defendem que o aluno exerce
o papel principal no processo de ensino-aprendizagem e é o
construtor ativo do seu próprio conhecimento. Isto implica
que o professor não seja mais reconhecido como transmissor
de conhecimentos, mas como aquele que estimula a autonomia
do aluno e cria as oportunidades de descoberta.
Ao assumir o modelo construtivista, muda-se a concepção
acerca da leitura e, conseqüentemente, a metodologia de
ensino da leitura na sala de aula. Este modelo propõe-nos
uma concepção interativa de leitura (p.127). Tem-se, então,
um aluno-leitor que constrói os sentidos do texto, a partir
dos seus objetivos e do seu repertório de experiências prévias,
e um professor-mediador que propicia as situações de interação
texto-leitor.
O livro “Compreensão da leitura: a língua como procedimento”,
de Ana Teberosky e outros, enfrenta o desafio de
reunir e sistematizar reflexões sobre a leitura ajustadas à concepção
construtivista de ensino e aprendizagem. O próprio
título já nos deixa pistas de como a língua e a leitura serão
tratadas ao longo da obra: não como um produto pronto e fechado,
mas como um processo, construído permanentemente
através da interação entre sujeitos. Trata-se de uma obra composta
de onze artigos que visam proporcionar argumentos e
experiências que orientem e/ou justifiquem determinadas
propostas didáticas em torno da língua escrita e, mais
concretamente, da compreensão da leitura (p.14). Já na
introdução, que é assinada por Francesc López Rodriguez,
deixa-se explícita a enorme complexidade em torno da questão
leitura, uma vez que as opiniões do que seja entender um
texto variam muito.
A coletânea foi produzida e editada na Espanha. Os
autores são professores e pesquisadores conceituados e dedicados
à causa da educação, como Isabel Solé e Ana Teberosky,
que há tempo vêm exercendo influência sob as pesquisas e as
práticas pedagógicas brasileiras. Suas idéias contribuíram, inclusive,
para a elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais.
No primeiro artigo, intitulado “Ler, leitura e compreensão: sempre falamos da mesma coisa?”, a autora, Isabel Solé, recua no tempo para demonstrar as origens de nossas concepções
atuais sobre a compreensão da leitura e discute o
porquê das dificuldades de superação de certas posturas perniciosas
ao ensino e aprendizagem da leitura. Solé manifestase
a favor de um modelo interativo, que faz o leitor assumir
uma postura mais ativa e autônoma diante do texto e, conseqüentemente,
dirigir e controlar a sua própria aprendizagem.
“Estratégias de leitura e compreensão do texto no ensino
fundamental e médio” é o título do segundo texto da coletânea
e quem o assina é Carles Oller e Joan Serra. Os autores
iniciam o texto definindo estratégias de leitura como um conjunto
de microprocessos que ajudam na compreensão significativa
da nossa leitura (p.35). Por isso, a importância de
trabalhá-las na escola, de forma constante e permanente. Ao
citar e descrever as principais estratégias que ocorrem antes,
durante e depois da leitura, Serra e Oller buscam propiciar ao
professor e aluno condições de estabelecer o que ensinar e
o que aprender em função das exigências tanto do texto
como da atividade relacionada a esse texto (p.37). Os autores
ressaltam, ainda, que o ensino de estratégias precisa ser
realizado em um contexto (de conflitos, de necessidades, de
dúvidas) significativo para os alunos e deve estar em consonância
com os objetivos que guiam a leitura do texto. O artigo
não fornece explicações detalhadas, mas apenas um esboço
das principais estratégias de leitura. Aqueles que necessitarem
de maior aprofundamento deverão consultar outras referências,
como “Estratégias de leitura” de Isabel Solé (Trad.
Claudia Schilling. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998), obra já
bastante conhecida no Brasil e que possibilita uma compreensão
mais sólida do assunto.
O texto de José Quintanal é uma proposta de ação concreta (p.46) para o ensino da leitura e tem como título
“Tratamento complementar da leitura na sala de aula. Consideração
que deve receber em outras áreas que não a de língua”.
O autor expõe sobre a necessária co-responsabilidade
que deve existir entre toda a comunidade escolar, visto que a
leitura é um dos pilares nos quais se apóiam todas as demais
aprendizagens escolares (p.46). Neste capítulo, ainda,
são expostas estratégias didáticas que podem ser desenvolvidas
em sala de aula no decorrer de quatro tipos de leitura: de
pesquisa, para aprendizagem, espontânea e resolutiva. Este
artigo contribui para superarmos uma idéia bastante difundida
no Brasil e prejudicial ao ensino da leitura: a de que apenas os
professores de língua portuguesa são professores de leitura.
Enquanto a leitura não for tratada como um projeto coletivo da
escola, encontraremos muitos motivos para lamentarmos o fracasso
dos alunos (ou o nosso fracasso).
Em sua contribuição ao livro, Ana Teberosky objetiva
demonstrar a influência das pesquisas psicolingüísticas nas
práticas pedagógicas. Para isso, a autora apresenta exemplos
de atividades didáticas, desenvolvidas em sala de aula por professores
de educação infantil, que procuram explorar o caráter
funcional e ficcional da escrita e a diversidade de gêneros
textuais que circulam socialmente. A leitura de mapas, cópia
de cartazes e letreiros, o contato com obras literárias de qualidade,
as atividades de ditado (das crianças ao adulto e das
crianças entre si) têm, na visão de Teberosky, não apenas
uma justificativa psicológica e psicolingüística, mas também
uma realização possível na sala de aula (p.66). As
sugestões levantadas são úteis e realizáveis, mas não são inovadoras
no cenário brasileiro. Várias experiências semelhantes
são constantemente desenvolvidas e divulgadas pelos nossos
professores, felizmente.

25 de janeiro de 2011

Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação*



Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação

Educ. Soc. vol.18 no.59 Campinas Aug. 1997

Maria Carmen Silveira Barbosa**

 
A temática tratada neste livro Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação é extremamente atual e é muito oportuna a sua publicação, na medida em que, nos últimos anos, essas questões têm sido abordadas principalmente por autores da área da psicologia e/ou da educação física (no que se refere à psicomotricidade), e muito pouco tem sido produzido com respeito a uma abordagem educacional.
O título é muito interessante, pois trabalha com a ambivalência, ou a confusão, muito comum aos termos citados. Jogo? Brinquedo? Brincadeira? Serão sinônimos, ou existem diferenças entre cada um deles? Acredito que essa é uma dúvida que muitos educadores possuem e portanto torna-se um convite à leitura dos textos.
O livro é uma coletânea de trabalhos elaborados por autores vinculados ao Grupo Interinstitucional sobre o Jogo na Educação, com sede na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. Como todos os autores pertencem ao grupo, suas referências teóricas têm certa proximidade, mas como também são profissionais de diversas áreas e utilizam-se de suportes teóricos de sua área de origem – o que, de certa forma, enriquece e pluraliza as concepções acerca do tema – aparecem também diferenças. Acredito ser importante mostrar essa pluralidade de olhares sobre o tema, pois temos encontrado algumas coletâneas, em que os autores produzem seus textos a partir de uma bibliografia comum, mas que, pelo fato de os artigos serem produzidos individualmente, acabam tornando-se repetitivos e, muitas vezes, apresentam uma superposição de conceitos e citações.
O livro inicia-se com uma apresentação dos artigos, complementada no final da edição com os dados dos autores, que poderia ser mais precisa quanto às datas de produção dos trabalhos. Para poder analisá-los, dentro dos limites de uma resenha, resolvi trabalhar com grupos temáticos e utilizei, apenas parcialmente, a ordem de apresentação dos artigos no livro.
O livro divide-se basicamente em três grupos de artigos: o primeiro compõe-se de artigos que tratam do tema relacionando-o à educação infantil; o segundo grupo de artigos é formado por aqueles que trabalham com crianças com necessidades especiais; e um terceiro grupo discute o tema a partir do ângulo da formação docente. Há também um artigo, quase estrangeiro, que trata da educação matemática.
A proposta do livro é que o leitor possa valorizar "os jogos na educação, ou seja, brinquedos e brincadeiras como formas privilegiadas de desenvolvimento e apropriação, conhecimento pela criança e, portanto, instrumentos indispensáveis da prática pedagógica e componente relevante de propostas curriculares" (p. 11).
 
Jogo, brinquedo e brincadeira & educação infantil
A educação infantil é um espaço privilegiado para falar dessa temática; afinal, dentro do sistema de ensino, a educação infantil, ou a pré-escola como também é chamada por alguns autores, é um dos poucos lugares onde o lúdico ainda é visto como apropriado, ou mesmo "inerente" ou "natural".
O primeiro artigo desse grupo denomina-se "O jogo e a educação infantil" e foi escrito pela organizadora Tizuko M. Kishimoto. É um artigo interessante, pois trata de questões básicas, como por exemplo definir/conceituar o jogo, o brinquedo e a brincadeira, uma tarefa extremamente difícil de ser feita na medida em que estes conceitos e as palavras que os significam não são precisos nem em nossa língua portuguesa nem em grande parte das demais. Essa imprecisão na linguagem, nos conceitos lingüísticos, constrói-se a partir das complexas relações com o projeto histórico-social e cultural em que as práticas do jogo e do brincar são exercidas e que também não estão tão definidas. A própria autora trata de demonstrar a dificuldade da conceituação. Para tanto, busca essa definição em vários autores que produziram conceitos em diferentes tempos históricos e espaços geográficos. Este recorrido dá ao leitor uma série de informações, cabendo a ele realizar uma reflexão comparativa. Finalmente, a autora apresenta a sua definição dos termos (nem sempre compartilhada por todos os autores da coletânea), e que não é inteiramente por mim acordada, pelo menos no que se refere à linguagem e à(s) cultura(s) brasileira(s).
A segunda parte do texto procura situar historicamente, na Europa, o papel representado pelo jogo, sendo que a autora faz o seu principal recorte nas concepções prévias ao movimento romântico e naquelas posteriores a ele. Apresenta-nos as passagens do jogo pelas diferentes áreas do conhecimento, como a filosofia, a biologia, a psicologia, a sociologia, a antropologia e a educação. Acho um pouco excessiva a citação de tantos autores, pois não há como aprofundar, nos limites de um artigo, as aproximações e as diferenças entre eles, e também as contextualizações ficam novamente a cargo do leitor, embora a variada bibliografia apresentada possa servir como indicação para o aprofundamento no tema.
Há ainda uma terceira parte no artigo, onde são apresentadas "algumas modalidades de brincadeiras presentes na educação infantil". Nela são citados: o brinquedo educativo, a brincadeira tradicional, a brincadeira de faz-de-conta e a brincadeira de construção.
O segundo artigo, de Marina Célia Moraes Dias, "Metáfora e pensamento: Considerações sobre a importância do jogo na aquisição do conhecimento e implicações para a educação pré-escolar", é muito interessante, pois a autora, a partir de uma leitura das grandes dicotomias da educação, consegue, trazendo contribuições da filosofia, da estética e da política, fazer uma contraproposta para a educação infantil através da releitura das possibilidades do jogo.
O jogo, nesse texto, vincula-se ao sonho, à imaginação, ao pensamento e ao símbolo. É uma proposta para a educação de crianças (e educadores de crianças) com base no jogo e nas linguagens artísticas. Texto fundamental para leitura e reflexão num momento de proposições pedagógicas para a educação infantil tão baseado na cópia do modelo escolar de 1o grau. A concepção da autora sobre o homem como ser simbólico, que se constrói coletivamente e cuja capacidade de pensar está ligada à capacidade de sonhar, imaginar e jogar com a realidade, é fundamental para propor uma nova "pedagogia da criança". A autora vê o jogar como gênese da "metáfora" humana. Ou, talvez, aquilo que nos torna realmente humanos.
O terceiro e último artigo desse bloco chama-se "A brincadeira de faz-de-conta: Lugar do simbolismo, da representação, do imaginário", de Edda Bomtempo. É um artigo que trata, como diz o título, da brincadeira do faz-de-conta, essa experiência que nos torna seres simbólicos, humanos e metaforizados. A autora inicia apresentando a brincadeira, suas características, e procura na literatura universal a presença desse tipo de brincadeira. Depois, na busca de referências teóricas explicativas para esse tipo de ação humana, ela tem encontros com Piaget e Vygotsky, por um lado, e, por outro, com S. Freud e Melanie Klein. O faz-de-conta é tratado então como a possibilidade na construção do homem de ser a ponte entre a fantasia e a realidade.
 
Crianças com necessidades especiais & o jogo, o brinquedo e as brincadeiras
O segundo grupo de artigos trata da questão do jogo, do brinquedo e da brincadeira, e suas articulações com as crianças com necessidades especiais: a pedagogia, a psicopedagogia, a avaliação, o fracasso escolar, as propostas curriculares e outros temas percorrem esta seção.
O texto "O jogo e o fracasso escolar", de Sahda Marta Ide, inicia tratando dos testes-padrão de medidas de inteligência e seu questionamento como instrumento adequado para a avaliação das crianças portadoras de deficiências. A autora indica, como saída desse ciclo "avaliação por testes e medidas e diagnóstico de fracasso escolar", a procura das causas desses fracassos e encontra, na bibliografia estudada, algumas generalizações com referência às famílias, às escolas, à atitude do educador e, a partir dessa análise de "causas do fracasso escolar", propõe alternativas educacionais de reversão dessa situação. Segundo a autora, o elemento central para essa ação diferenciada, destinada à desestigmatização, seria o da mediação, tanto a humana, como a instrumental. E é na instrumental que aparece o jogo como recurso fundamental na educação de crianças deficientes mentais.
O artigo seguinte, "O uso de brinquedos e jogos na intervenção psicopedagógica de crianças com necessidades especiais", de Leny Magalhães Mrech, de certa forma aprofunda aquilo que foi anteriormente analisado. A autora faz uma crítica contundente aos conceitos piagetianos mais divulgados nos cursos superiores, tais como estágios do desenvolvimento, e todos aqueles que tiveram formação acadêmica, nessa área, nas últimas décadas são testemunhas desse empobrecimento da epistemologia genética. Para se contrapor a essa tendência, a autora propõe a noção de equilibração e a reequilibração das estruturas cognitivas como conceito central dessa concepção de construção do conhecimento. Discute os universalismos das teorias que nos amarram e propõe a busca de singularidades. Nesse momento, ela busca a psicanálise, trazendo o desejo, o outro, o não-saber, e, de forma muito interessante, passa da visão da alienação individual para a alienação social e cultural utilizando R. Barthes e P. Bourdieu.
A necessidade da desnaturalização dos lugares de saber e não saber, de aprendentes e ensinantes e da dialética dessas relações individuais e sociais é fundamental para pensar a construção do conhecimento. Os jogos, os brinquedos e os materiais pedagógicos são analisados quanto à sua possibilidade de interferir nas estruturas de alienação social e individual do saber – estereotipias, relações transferenciais, estruturado ou estruturante.
Depois a autora apresenta a noção de modalidade de aprendizagem, isto é, o tipo de relação que cada sujeito, a partir da sua própria história, constrói ao conhecer o mundo, conceito este desenvolvido por Alícia Fernandes a partir da psicanálise e da psicologia genética.
O texto conclui com a análise das relações das modalidades de aprendizagem e as ofertas de "ensinagem" e coloca as experiências com jogos e materiais pedagógicos como modos de "pluralização" destas modalidades e também com um apelo ao trabalho educacional voltado ao desenvolvimento das diversas formas da inteligência.
O texto "O jogo na organização curricular para deficientes mentais", de Maria Luisa Sprovieri Ribeiro, inicia com uma análise das práticas tradicionais de atendimento às crianças com necessidades especiais e com resistências pessoais e sociais a uma mudança de concepção deste tipo de atendimento.
Utilizando-se de características do jogo, de acordo com Gilles Brougére, tais como a necessidade de espaço, papéis, materiais e tempo do jogo para pensar o currículo, denuncia a "cultura" do trabalho individualizado, isto é, isolado, do educador de crianças com necessidades especiais, que não está presente nos debates dos demais educadores e áreas de conhecimento dentro das escolas. Denuncia esta experiência de prática social de educador como criador único do currículo ou criatura que aplica os currículos dos tecnocratas. Para a autora, é necessário ousadia nos professores de educação especial para que utilizem na construção de suas propostas educativas as discussões coletivas e contemporâneas de currículo e quebrem uma visão tão "conformada" desse tipo de atendimento educativo.
 
A formação do educador através da vivência, da discussão e da reflexão do jogo
Os últimos capítulos do livro tratam do jogo na formação dos professores. O primeiro deles, "Brincadeiras e brinquedos na TV para crianças: Mobilizando opiniões de professores em formação inicial", de Maria Felisminda de Rezende e Fusari, tem como meta a educação do educador para a leitura das "vivências comunicacionais de seus alunos", e afirma que a formação dos professores pode gerar novas formas, mais competentes e criativas, de os alunos interagirem com multimeios. Há entre alunos e meios de comunicação uma teia de transmissões e influências que não são de simples causa e efeito ou unívocas, mas de interinfluências, e essas devem ser aproveitadas para uma melhor formação do cidadão.
A autora relata uma pesquisa feita com futuros educadores de nível universitário ou de 2o grau na qual é feita a análise de trecho de vídeo do Xou da Xuxa, em que aparece uma situação de jogo competitivo. A partir da análise feita pelas alunas, uma visão de mídia e de jogo é constituída. Uma nova maneira de ver o meio – a televisão – e o programa – Xou da Xuxa – se constitui.
Em "Jogo e formação de professores: Videodrama pedagógico", Heloísa Dupas Penteado relata uma experiência com alunos de prática de ensino na qual foi usado o videodrama pedagógico, derivação do psicodrama, com o objetivo de fazer o aluno de 3o grau refletir tanto sobre sua prática como aluno como sobre seu papel de professor.
O relato é interessante na medida em que essas provocações promovidas pela vivência, na própria formação do professor e em sua vida afetiva e intelectual de adulto, auxiliam a reconhecer as muitas formas de entender a cena educacional, a afiar a sua sensibilidade ao jogar.
 
Educação: Lúdica ou séria
O texto "A séria busca no jogo: Do lúdico na matemática", de Manoel Oriosvaldo de Moura, é de educação matemática, mas não apenas isso. Apesar de ter divergências quanto à questão de serem ou não modismos a etnomatemática e a modelagem matemática, e de discordar que o uso de materiais pedagógicos está mais presente no século XX, gostei muito do trabalho do autor. Ele trata com propriedade de duas questões centrais na relação jogo e educação: a primeira diz respeito ao fato de que o jogo, em uma proposta educativa, nunca pode estar dissociado "do conjunto de elementos presentes no ato de ensinar" (p. 74), isto é, ele deve estar localizado na totalidade de um projeto educacional. E para justificar a sua argumentação, procura na história da educação, e na história da educação matemática, exemplos que demonstram essa afirmação. A outra questão, também muito bem trabalhada, é a da seriedade do jogar e os diferentes usos do jogo e seus vínculos com concepções de aprendizagem. A visão da superação do jogo como elemento/recurso e a construção de seu papel como incorporado ao ensino como um todo são algo que justifica a presença desse artigo na coletânea. Sua localização no final da minha escrita justifica-se pela síntese que o autor faz de idéias que perpassam todo o conjunto da obra.
 
Finalizando
Encontramos no livro uma polifonia com vozes que falam aos quatro ventos sobre o tema. Isto é bom. É jogo e é brincadeira. Talvez uma das características centrais do livro seja a aproximação do jogo às teorias, e não apenas uma listagem dissociada de receitas de brincadeiras, e a proposição de alternativas de lugar para o jogo, tanto nas propostas de ensino, com alunos de diversos níveis, como na própria formação do educador. Penso que dessa tríade, jogo, brincadeira e brinquedo, o último foi o menos explorado nos diferentes artigos. Fica este tema como sugestão para uma próxima coletânea, ou, quem sabe, a escrita coletiva de um livro, pois gostaria muito de vê-los produzindo não individualmente, cada um o seu próprio artigo, mas jogando com os conceitos e as noções, pois a originalidade dos enfoques, as singularidades das visões contribuiriam, de forma enriquecedora, para a continuidade da discussão dessa temática.
 
 
* Resenha do livro de Kishimoto, Tizuko Morchida (org.). Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. São Paulo, Cortez, 1996, 183 p.
** Professora assistente da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e doutoranda da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas.

ÁBACO

ÁBACO 









O ábaco é um instrumento bem sucedido que, segundo os estudiosos, foi uma invenção dos chineses para facilitar os cálculos, pois com o passar do tempo foi surgindo a necessidade de fazer “contas” cada vez mais complexas, assim inventaram o ÁBACO, formado por fios paralelos e contas ou arruelas deslizantes, que de acordo com a sua posição, representa a quantidade a ser trabalhada, contém 2 conjuntos por fio, 5 contas no conjunto das unidades e 2 contas que representam 5 unidades.

Um exemplo de Ábaco.
O ábaco foi disseminando por toda a sociedade, com a mesma função, o que mudava era somente sua nomenclatura: O ábaco japonês é conhecido como SOROBAN, os russos chamam de TSCHOTY.
Uma pessoa que manuseava um ábaco com agilidade conseguia fazer uma multiplicação de 5 algarismos com a mesma rapidez que uma pessoa faz hoje utilizando uma calculadora digital.
Ainda hoje, depois de 3 mil anos da sua invenção, comerciantes de algumas regiões da Ásia utilizam ainda esse instrumento.
Observem nas figuras abaixo várias tipos de ábacos:
      


Como fazer os cálculos no ábaco?

O cálculo começa à esquerda, ou na coluna mais alta envolvida em seu cálculo, trabalha da esquerda para a direita. Assim, se tiver 548 e desejar somar com 637, primeiro colocará 548 na calculadora. Daí, adiciona 6 ao 5. Segue o padrão 6 = 10 – 4 por remover o 5 na vara das centenas e adicionar 1 na mesma vara (- 5 + 1 = - 4) daí, adicione uma das contas de milhares à vara da esquerda. Daí passa o três ao quatro, o sete ao oito, no ábaco aparecerá a resposta: 1.185.

Por operar assim, da esquerda para a direita, o cálculo pode ser iniciado assim que souber o primeiro dígito. Na aritmética mental ou escrita, o cálculo começa a partir das unidades ou do lado direito do problema.
Por Danielle de Miranda
Graduada em Matemática

5 de junho de 2010

ESPORTE EDUCACIONAL DIRIGIDO PARA AS CRIANÇAS DA EDUCAÇÃO ESPECIAL

Projeto Esporte Educacional Criança Cidadã
DIRIGIDO PARA AS CRIANÇAS DA EDUCAÇÃO ESPECIAL E DA APAE PROF. EDUCAÇÃO FÍSICA DA SEDUC JAIME G. MARTINS

U

O Tio Jaime vem mui respeitosamente apresentar seu Projeto Esporte Educacional Criança Cidadã. Projeto esse que nasceu de uma idéia da Diretoria da Apae de São Sebastião e os Profissionais da Educação Especial, que ali trabalham em Harmonia com seus Alunos, com Alegria de estar Ensinando e a Certeza de estar contribuindo para uma causa mais que justa, que é oportunizar a Inclusão das Crianças Especiais em todos os seguimentos da Sociedade.

Prof. Jaime Gomes Martins


INTRODUÇÃO

O Projeto Criança Cidadã, uma ação educativa comprometida com a cidadania e com a formação da criança, ensina-la a conviver e relacionar-se com pessoas que possuem habilidades e competências diferentes, que possuem expressões culturais e marcas sociais próprias, como a dignidade do ser humano, o respeito ao outro, a igualdade, a equidade e a solidariedade.

A criança que viver com a diversidade, poderá aprender muito com ela e o convívio com outras crianças se torna benéfico na medida em que representa uma inserção de fato no universo social.

Uma participação democrática de todos os alunos das CLASSES ESPECIAIS e da APAE em Competições, Festivais, Eventos e Apresentações organizadas pela Federação das Apaes, Associações Desportivas, Entidades e outras.

Os alunos terão a oportunidade para uma troca de conhecimentos, ainda que por um curto espaço de tempo, com pessoas que não fazem parte de uma mesma Escola, Família ou Convívio Social. Inicialmente nossa participação será em competições de Natação, Futebol, Atletismo e Tênis de Mesa, pois nestas modalidades já temos atletas Campeões (conforme resultados do Jolim de 1998) Jogos realizados em Caraguatatuba em Julho de 1998.

O ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

Toda criança tem direito fundamental à educação, e deve ser dada a oportunidade de atingir e manter o nível adequado de aprendizagem, Toda criança possui características, interesses, habilidades e necessidades de aprendizagem que são únicas.

Conforme a LDB - Lei de Diretrizes Básicas – Art 3º
O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
I - Liberdade de aprender,ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber
II - Valorização da experiência extra-escolar.

O Projeto Criança Cidadã tem como desafio desenvolver um trabalho centrado na criança, capaz de ensinar todas Crianças com Necessidades Especiais, sem discriminação, respeitando suas diferenças; um trabalho que dê conta da diversidade das crianças e ofereça respostas adequadas às suas características e necessidades.

È meta a ser perseguida por todas as pessoas envolvidas no projeto o comprometimento com o fortalecimento de uma sociedade democrática, justa e solidária.

JUSTIFICATIVA

A expansão do esporte no Brasil tem ocorrido de forma crescente nas últimas décadas, podemos tomar de exemplo à última Para-Olimpíadas realizada em Sidney - Austrália.

O que vimos foi o show dos nossos atletas que quase sem nenhum apoio/patrocínio tiveram uma das melhores participações em Para-Olimpíadas.

Por outro lado, a sociedade civil está mais consciente da importância do Esporte nas Escolas, onde nós Professores de Educação Física desenvolvemos um trabalho voltado não só para os alunos, mas para os pais, professores e a comunidade

A conjunção desses fatores me levou a elaboração de um Projeto aonde os alunos da Apae de São Sebastião e da Educação Especial da Rede Municipal de Ensino, possam mostrar suas Qualidades, podendo assim participar efetivamente das seguintes Competições:

Olimpíadas Especiais, Campeonato Paulista de Atletismo, Campeonato Paulista Especial Natação, Campeonato Paulista de Tênis de Mesa, Jogos Regionais, Festivais Esportivos e Apresentações.

As Competições são organizadas pela Federação Nacional das Apaes, a Ardem - Associação Regional de Desporto de Deficientes Mentais e Secretarias de Esporte dos Municípios do Estado de São Paulo e pela Secretaria de Esporte e Turismo do Estado de São Paulo.

OBJETIVOS

Os objetivos explicitam intenções educativas e estabelecem capacidades que as crianças poderão desenvolver como conseqüência de ações intencionais do Professor.

O projeto na prática deve se organizar de modo que a crianças desenvolvam as seguintes capacidades:

- Desenvolver uma imagem positiva de si,atuando de forma independente,com confiança em suas capacidades e suas limitações.

-Descobrir e conhecer progressivamente seu próprio corpo, suas potencialidades e seus limites, desenvolvendo e valorizando hábitos de cuidado com a própria saúde e bem estar.

-Estabelecer vínculos afetivos e de troca com adultos e crianças, fortalecendo sua auto-estima e ampliando gradativamente sua comunicação e interação social.

- Oportunizar aos portadores de necessidades especiais atividades físicas visando sua consciência corporal e uma maior sociabilização e que, através disto, desenvolvam seus aspectos psicomotor, afetivo e cognitivo.

Oferecer oportunidades para que o portador de necessidades especiais conheça a si mesmo, bem como, as suas capacidades e potencialidades, para que este se integre a sociedade e esta lhe de o devido valor e respeito, para tal, as atividades físicas são consideradas necessidades básicas para a formação global de todos os indivíduos.

OBJETIVOS ESPECíFICOS

Os objetivos específicos são o conhecimento e compreensão global do corpo, identificando seus segmentos e funções, desenvolvendo uma atitude de interesse e cuidado com o próprio corpo.

Respeitar e confiar as próprias competências e habilidades motoras básicas, considerando que seu aperfeiçoamento decorre de perseverança e regularidade

Identificar e expressar sentimentos e emoções próprias e dos outros, através das manifestações corporais, respeitando as diferentes competências e limitações dos outros, engajando-se em relações de mutualidade com outras pessoas dentro de valores democráticos.

Apreciar e usufruir as atividades motoras relacionadas ao tempo livre como os jogos e atividades rítmicas.

As atividades desportivas e corporais com a finalidade de desenvolver os domínios cognitivos e psicomotor da criança.

Desenvolver os movimentos fundamentais básicos que são à base das habilidades motoras complexas.

PSICOLOGIA NO ESPORTE ADAPTADO

Segundo a psicóloga Eliane Assumpção, – USP

Parece óbvio que um indivíduo funciona satisfatoriamente dentro de seu ambiente quase em relação direta com sua habilidade de aceitação d outras pessoas,da capacidade dos outros em aceita-los e de sua tolerância em aceitar a si próprio. E obviamente, isto também vale para a pessoa com Deficiência.

Aliando esse comprometimento com a questão da Deficiência e percebendo a prática esportiva como uma possibilidade de integração e inclusão social, que colabora para a Reabilitação Física, Social e Psicológica do indivíduo, cria-se uma tríade da Psicologia do Esporte Adaptado para apoiar e complementar esse processo.

O ser humano é um ser de desejo e pulsão(FREUD 1973)

E é atraído para finalidades invisíveis e tende constantemente a ultrapassar-se. Sendo assim, podemos considerar a afetividade como elemento dinâmico ou energético da personalidade.

Esses desejos não se diferenciam nas pessoas Portadoras de Deficiências, que vivenciam as diferenças impostas pela sociedade e se vêem na contingência de superar o estigma que as acompanha.

A possibilidade de unir a prática esportiva ao processo de inserção e integração social è um bom indício de que a sociedade está buscando superar as barreiras invisíveis que ela mesma colocou na história do seu desenvolvimento.

CRONOGRAMA DE IMPLANTAÇÃO DO PROJETO

Março – Agosto de 2001
- Confirmação por escrito, por parte dos responsáveis, dos locais de treinamento e horários.

- Levantamento completo de todos alunos das Classes Especiais em conjunto com a Coordenação Pedagógica das Classes Especiais da Seduc, Diretoras de Escolas, Professores de classe e Pais ou Responsáveis .

- Avaliação dos alunos para divisão dos grupos de treinamento.

- Carta Convite e Autorização dos Pais ou Responsáveis para o ingresso do aluno na Equipe de Treinamento das Classes Especiais de São Sebastião.

- Envio do Cronograma para as Escolas onde o aluno estiver matriculado , para os Pais ou Responsáveis e para o Aluno. Informando os Locais, Datas e Horários dos Treinamentos

- Reunião Técnica Pedagógica com Professores,Técnicos e Voluntários, para elaboração do Plano de Ações.

- Reunião Geral para exposição do Plano de Ações, com todas as pessoas envolvidas com o Projeto.

- Inscrição dos alunos nos grupos de treinamento (na sua escola) .

- Avaliação técnica dos inscritos (Aplicada pelo Prof de Ed. Física)

- Divisão dos grupos de treinamento de acordo com a Faixa Etária, Habilidades Físicas, Avaliação Psicológica, Bairro onde mora e tipo de Deficiência .

- Levantamento das condições dos alunos,com relação ao uniforme de treino. (tênis,shorts,camiseta e etc).

- Aquisição do Material Básico para treino. (Bolas,Cordas,Cones e etc)

SUGESTÃO PARA OS HORÁRIOS DE TREINAMENTO

Os treinamentos serão feitos fora dos horários de aulas, nos dias de semana, no horário das 7:00h as 12:00h e 13:00h as 17:00 e distribuídos conforme a disponibilidade dos horários livres nos locais de treinamento.

Exemplo de Horários

HORÁRIOS

TERÇA

QUARTA

QUINTA

SEXTA

7:00\ 8:00

8:00\ 9:00

9:00\ 10:00

10:00\11:00

11:00\12:00

ALMOÇO

13:00\14:00

14:00\15:00

15:00\16:00

16:00\17:00

Atletismo

Atletismo

Atletismo

Futebol

Futebol

X X X X X

Ed. Física

Ed. Física

X X X X X

Natação

Natação

Natação

Natação

Ed. Física

X X X X X

Atletismo

Atletismo

Futebol

Futebol

Natação

Natação

Natação

Natação

Ping-Pong

X X X X X

Ed. Física

Obs: Os horários das aulas de Educação Físicos são exclusivos da Apae,ficando os demais disponíveis para Projeto Criança Cidadã.

CARGA HORÁRIA DO PROFESSOR

A Carga Horária Semanal do Professor inicialmente será de Dividida da seguinte forma:

Na Fase de Treinamento:

18 Horas Semanais - Aula\Treino

4 Horas Semanais - Planejamento\Avaliação

Total de 22 Horas Semanais


Na Fase de Competições, Campeonatos ou Festivais

O final de Semana do Evento – Tempo Integral

Semana do Evento – Tempo Integral

Obs: A definição de Horários de Treinamento será elaborada junto com a Coordenação Pedagógica das Classes Especiais da SEDUC, Ficando ao seu critério o controle das atividades do Professor Responsável pelo Projeto.

BIBLIOGRAFIA

- Romildo Vieira do Bomfim
Prof. e Fisioterapeuta da Univ. Federal Fluminense

- Barbanti,V.J. Dicionário de educação Física e do Esporte

- Betty M. Flinchum, PHD
Professor of Education, University of North Florida

- Eliane Assumpção , Psicóloga
Especialista no Atendimento de Pessoas Portadora de Deficiência pela Universidade de São Paulo

- Referencial Curricular Nacional
Ministério da Educação e do Desporto

- Cidade,R.E.A;Freitas, P. S. Noções sobre Educação Física e Desporto para Portadores
de Deficiências

- Adams, R. C. ; Daniel, A. N. Jogos , Esportes e exercícios para o Deficiente Físico .